{"id":6262,"date":"2026-10-21T13:48:18","date_gmt":"2026-10-21T13:48:18","guid":{"rendered":"https:\/\/amonoticias.com.br\/?p=6262"},"modified":"2026-10-21T14:36:11","modified_gmt":"2026-10-21T14:36:11","slug":"amo-hsm-anhembi-lifelong-learning-summit-2026-discute-ia-pensamento-critico-e-os-novos-caminhos-da-aprendizagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amonoticias.com.br\/?p=6262","title":{"rendered":"AMO HSM-ANHEMBI: Lifelong Learning Summit 2026 discute IA, pensamento cr\u00edtico e os novos caminhos da aprendizagem"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Especial&nbsp;<a href=\"https:\/\/amonoticias.com.br\/?p=3388\">Laborat\u00f3rio de Jornalismo HSM-Anhembi<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Por Luciano Massi, estudante de Jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;No dia 28 de setembro de 2026, tive a oportunidade de participar do Lifelong Learning Summit 2026. O evento aconteceu no Learning Village (LV), em S\u00e3o Paulo, e teve como tema central a aprendizagem ao longo da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabendo do conceito do summit, a principal pergunta que levei foi: o que significa continuar aprendendo quando o mundo muda mais r\u00e1pido do que aquilo que aprendemos? Usei o questionamento como fio condutor para assistir aos pain\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fui recepcionado por Luciana Marcelino, respons\u00e1vel pela arquitetura e posicionamento dos produtos editoriais da HSM Management, que guiou a mim e Julia Colman, estudantes de jornalismo, por toda a sede do LV. Encerrado o tour, tomamos caf\u00e9 e fomos \u00e0s palestras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lifelong Learning: aprender continuamente para continuar relevante<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">L\u00e9o Carvalho foi o respons\u00e1vel pelo primeiro painel. Cofundador da ONION Learning, ateli\u00ea de desenvolvimento corporativo e uma metodologia de ensino que estrutura o conhecimento de forma pr\u00e1tica e gradual, subiu ao palco \u00e0s 09h35. Logo na abertura, L\u00e9o trouxe \u00e0 luz o significado do \u201clifelong learning\u201d. Fui ao evento pensando que tratava-se de estudar durante toda a vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Faz sentido, mas n\u00e3o \u00e9 apenas sobre isso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O exemplo dado pelo palestrante ilustra perfeitamente o significado: Boris Casoy, jornalista criador de um dos mais emblem\u00e1ticos jarg\u00f5es da televis\u00e3o brasileira, o &#8220;isso \u00e9 uma vergonha&#8221;, decidiu cursar Medicina Veterin\u00e1ria aos 80 anos de idade. Provavelmente, ele n\u00e3o exercer\u00e1 a profiss\u00e3o. Ent\u00e3o, por que ele voltou a estudar? Pela sede de aprender!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">L\u00e9o deu sequ\u00eancia explicando o que \u00e9 ser competente. N\u00e3o basta apenas saber, a compet\u00eancia \u00e9 a jun\u00e7\u00e3o de atitude, habilidade e, claro, conhecimento. Refletindo durante a explica\u00e7\u00e3o, entendi que a atitude pode ser a parte mais importante. De nada adianta saber o que fazer, mas n\u00e3o colocar \u00e0 prova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Me identifiquei com o painel, pois vivi algo parecido este ano: voltei a estudar. Sempre pensava: \u201cn\u00e3o vai dar pra equilibrar tudo, vou deixar para depois\u201d, mas a hora \u00e9 agora, n\u00e3o existe um momento perfeito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda seguindo o racioc\u00ednio provocado com a palestra, L\u00e9o Carvalho destaca que o futuro depende do presente, as a\u00e7\u00f5es de hoje ser\u00e3o sentidas amanh\u00e3. E fez uma provoca\u00e7\u00e3o: \u201cok, o futuro est\u00e1 ligado ao presente, mas o futuro \u00e9 paradoxo\u201d. As coisas podem n\u00e3o acontecer do jeito esperado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 para desanimar, porque isso faz parte da vida. Segundo L\u00e9o, somos todos eternos aprendentes. Devemos ser curiosos por tudo o que \u00e9 relevante em nossas vidas e na carreira profissional. \u00c9 para ser curioso, ter coragem e disciplina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Ciclo 4P, introduzido durante a palestra, serve para ilustrar as fases do aprendizado:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perguntar: quem n\u00e3o questiona ficar\u00e1 eternamente em d\u00favida;<br>Praticar: esse \u00e9 o segredo para dominar qualquer assunto ou habilidade;<br>Provar: ningu\u00e9m aprende sem sujar as m\u00e3os, \u00e9 preciso colocar a m\u00e3o na massa;<br>Partilhar: o conhecimento \u00e9 feito para ser passado adiante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lideran\u00e7as que aprendem: como transformar discurso em comportamento<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segunda palestrante subiu ao palco \u00e0s 10h05: Poliana Abreu, chief-knowledge officer da HSM, SingularityU Brazil e Learning Village.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poliana abriu sua apresenta\u00e7\u00e3o escancarando um problema super atual. Hoje em dia, n\u00e3o falta informa\u00e7\u00e3o, tem de sobra, por\u00e9m, o que falta \u00e9 a aten\u00e7\u00e3o. Diariamente somos bombardeados com milhares de not\u00edcias e an\u00fancios. \u00c9 imposs\u00edvel acompanhar tudo. Tem conte\u00fado de sobra, mas o que faremos com tudo isso?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O quadro se agravou com o desenvolvimento da Intelig\u00eancia Artificial. Mais do que nunca, podemos saber sobre tudo. Para se ter uma ideia, a ci\u00eancia indica que um \u00fanico dia de leitura do The New York Times, cont\u00e9m muito mais informa\u00e7\u00e3o do que um homem pr\u00e9-hist\u00f3rico consumiu em toda a sua vida, apontou Poliana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o avan\u00e7o da IA, as redes sociais foram inundadas de pessoas que se auto proclamam l\u00edderes, afirmando uma autoridade inexistente. O problema se agrava, quando se trata de um assunto novo. \u00c9 imposs\u00edvel ser especialista em algo rec\u00e9m-descoberto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Visualiza\u00e7\u00f5es, curtidas, compartilhamentos e n\u00famero de seguidores s\u00e3o os pilares da autoridade declarada. Do outro lado da tela, quem consome o conte\u00fado, acredita que o criador domina o assunto Autoridade declarada \u00e9 diferente de autoridade constru\u00edda ao longo do tempo. Nem sempre a pessoa com mais seguidores \u00e9 mais qualificada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 aconteceu comigo, e ocorre com milh\u00f5es de pessoas todos os dias. Um influencer compartilha uma dica milagrosa. Voc\u00ea segue o passo a passo corretamente, mas no fim n\u00e3o consegue o resultado prometido. Ser\u00e1 que a informa\u00e7\u00e3o transmitida tem base ou \u00e9 s\u00f3 mais um ca\u00e7a-cliques?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, a curadoria est\u00e1 em toda parte. Nas empresas e organiza\u00e7\u00f5es, tornou-se algo fundamental. Poliana explicou detalhadamente cinco modelos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agrega\u00e7\u00e3o \u00e9 reunir em um \u00fanico lugar as principais informa\u00e7\u00f5es sobre um determinado tema;<br>Destila\u00e7\u00e3o significa pregar um universo grande de informa\u00e7\u00f5es, reduzindo e filtrando apenas a parte relevante;<br>Eleva\u00e7\u00e3o diz respeito a enxergar uma tend\u00eancia, um padr\u00e3o ou at\u00e9 mesmo um insight maior. \u00c9 necess\u00e1rio estar atento a todos os sinais;<br>Mashup combina conte\u00fados, perspectivas ou refer\u00eancias para criar um novo ponto de vista sobre um assunto espec\u00edfico;<br>Cronologia serve para mostrar a evolu\u00e7\u00e3o de assuntos e conceitos ao longo do tempo. As informa\u00e7\u00f5es podem ser organizadas numa linha do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho de curadoria leva tempo e dedica\u00e7\u00e3o. Atualmente, todo mundo busca atalhos, querendo as respostas o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. A Intelig\u00eancia Artificial traz essas respostas com rapidez. Mas promove a terceiriza\u00e7\u00e3o do pensamento e criatividade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poliana Abreu encerrou a palestra deixando uma provoca\u00e7\u00e3o no ar: \u201cvoc\u00ea consome informa\u00e7\u00e3o de quem cria conte\u00fado ou de quem constr\u00f3i pensamento?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fim do PPT: a arte de transformar a teoria em comportamento<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O terceiro painel iniciou \u00e0s 10h35, sob o comando de quatro especialistas no desenvolvimento humano: Rose Kurdoglian, Anna Agostini, Daniela Matos e Alessandro Reis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A palestra come\u00e7ou repleta de questionamentos e provoca\u00e7\u00f5es. A seguinte pergunta foi lan\u00e7ada aos espectadores: \u201cquantas apresenta\u00e7\u00f5es voc\u00eas assistiram nos \u00faltimos anos que realmente mudaram alguma coisa no seu comportamento?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o existe falta de conte\u00fado. Falta transformar essa imensid\u00e3o de conte\u00fado em comportamento. O PowerPoint deve ser enxergado como aliado, e n\u00e3o inimigo. O problema \u00e9 achar que o aprendizado terminou junto com a apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O efeito PPT acontece pela falta de compreens\u00e3o. \u00c9 comum sair de uma apresenta\u00e7\u00e3o e afirmar: \u201cfoi algo inestim\u00e1vel, que apresenta\u00e7\u00e3o enriquecedora\u201d. Mas no dia seguinte, o colaborador volta ao trabalho e faz tudo do jeito de sempre, sem aplicar nada do que foi aprendido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O PowerPoint ajuda a apresentar a ideia, no entanto, ele sozinho n\u00e3o faz algu\u00e9m incorporar o conceito. E isso conversa diretamente com o lifelong learning. Aprender ao longo da vida n\u00e3o se resume a consumir conte\u00fado at\u00e9 a morte, significa mudar continuamente a maneira como pensamos e agimos a partir daquilo que aprendemos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Terceirizamos o pr\u00f3prio pensar?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir das 11h20, Rafael Lacerda e Daniel Luzzi, especialistas em educa\u00e7\u00e3o digital, em conjunto a Andr\u00e9 Cruz, que atua na converg\u00eancia entre neuroci\u00eancia, comportamento e cultura, e Alexandre Espinosa, executivo de Recursos Humanos, colocaram em pauta um assunto relevante em tempos de IA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este foi, sem d\u00favida, o painel mais aguardado por mim, que buscava provoca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Buscamos respostas r\u00e1pidas e assertivas, queremos tudo ao mesmo tempo. O nosso c\u00e9rebro n\u00e3o tem a capacidade de absorver tudo isso, com a rapidez que desejamos. \u00c9 a\u00ed que a Intelig\u00eancia Artificial entra, sufocando o pensamento cr\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Onde est\u00e1 o limite entre a tecnologia, como alavanca cognitiva, e a terceiriza\u00e7\u00e3o do pensar? Quando desconhecemos essa fronteira, entramos em um territ\u00f3rio perigoso. Deixamos uma m\u00e1quina formar a opini\u00e3o, terceirizando o pensamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa pergunta lan\u00e7ada por Andr\u00e9 Cruz, me deixou pensativo. J\u00e1 que o limite \u00e9 desconhecido, onde isso vai parar?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem limites para usar a IA, sem deixar que ela tome todas as decis\u00f5es por n\u00f3s. Por exemplo, seu uso \u00e9 indicado para resolver problemas complexos ou fornecer conhecimento sobre temas desconhecidos, segundo Daniel Luzzi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso n\u00e3o se restringe ao uso do Chat Gpt, Claude, Google Gemini e demais IAs. Elas est\u00e3o presentes em todas as partes das redes sociais, acessadas por milh\u00f5es de pessoas diariamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Intelig\u00eancia Artificial tamb\u00e9m est\u00e1 padronizando, ou melhor, robotizando tudo. \u00c9 s\u00f3 observar as redes sociais, est\u00e1 tudo igual, sem personalidade. Voc\u00ea olha e pensa: \u201cesse layout \u00e9 do Claude!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Onde \u00e9 que foi parar a criatividade das pessoas? Ser\u00e1 que pensar \u00e9 t\u00e3o complicado assim? Ou ser\u00e1 que produ\u00e7\u00e3o em quantidade \u00e9 mais importante do que a originalidade?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ideal \u00e9 n\u00e3o terceirizar nenhuma parte do pensamento. Caso contr\u00e1rio, haver\u00e1 perda da capacidade de racioc\u00ednio, do senso cr\u00edtico e da criatividade. Claro, ser ajudado pela IA pode ser ben\u00e9fico, mas a \u00faltima palavra, a decis\u00e3o final, deve ser tomada pelo ser humano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Buscamos atalho para tudo. A Intelig\u00eancia Artificial \u00e9 a rainha dos atalhos, sempre mostrando um caminho simples e curto. Mas devemos vivenciar o processo e entend\u00ea-lo, pois sem processo n\u00e3o h\u00e1 resultado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para mim, o Lifelong Learning 2026 trouxe mais d\u00favidas do que respostas. Acredito que esse foi um dos objetivos do summit, alguns palestrantes tamb\u00e9m afirmaram isso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo assim, a minha principal d\u00favida foi resolvida: \u201co que significa continuar aprendendo quando o mundo muda mais r\u00e1pido do que aquilo que aprendemos?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aprender pro resto da vida n\u00e3o deve ser visto como obriga\u00e7\u00e3o. Devemos pensar que isso \u00e9 fundamental para seguirmos preparados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Me identifiquei com o tema central do evento. Neste ano, voltei aos estudos, superando o receio de n\u00e3o conseguir dar conta. Depois das palestras, tenho certeza que tomei a melhor decis\u00e3o poss\u00edvel. E quero levar o conceito lifelong learning para frente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desaprender para evoluir: como superar o \u2018sempre foi assim\u2019.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Por Julia Colman, Estudante de Jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ap\u00f3s o almo\u00e7o, \u00e0s 13h30, o evento foi dividido em quatro salas. A quarta sala teve como tema \u201cDesaprender para evoluir: como superar o \u2018sempre foi assim\u2019\u201d, com Rose Kurdoglian, fundadora da RK Mentoring Hub, uma empresa de mentoria executiva, de carreira e organizacional voltada para o desenvolvimento de lideran\u00e7as e transforma\u00e7\u00e3o cultural com prop\u00f3sito, e Anderson Cairiac, consultor parceiro da HSM, como palestrantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio da apresenta\u00e7\u00e3o, nos dividimos em quatro grupos e recebemos um pacote novo do jogo \u201cUNO\u201d. A proposta era come\u00e7ar o jogo com sete cartas e terminar sem nenhuma, de forma r\u00e1pida, mas sem necessariamente seguir as regras tradicionais do \u201cUNO\u201d. Isso deixou todos um pouco perdidos no in\u00edcio. Mesmo sem receber as instru\u00e7\u00f5es, alguns participantes come\u00e7aram a seguir regras que j\u00e1 conheciam do jogo original, mostrando como, muitas vezes, seguimos padr\u00f5es que j\u00e1 est\u00e3o estabelecidos sem question\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da din\u00e2mica do jogo, os palestrantes abordaram a import\u00e2ncia de compreender que regras e o senso comum s\u00e3o necess\u00e1rios tanto no ambiente de trabalho quanto em outras situa\u00e7\u00f5es, pois ajudam a orientar nossas a\u00e7\u00f5es e estabelecer uma dire\u00e7\u00e3o. No entanto, tamb\u00e9m destacaram que, \u00e0s vezes, se prender ao pensamento de \u201csempre foi assim, n\u00e3o adianta mudar\u201d pode limitar novas ideias e possibilidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, desaprender alguns conceitos e estar aberto a diferentes formas de pensar pode contribuir para a evolu\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de incentivar a escuta e a valoriza\u00e7\u00e3o das opini\u00f5es de outras pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa din\u00e2mica me ajudou a perceber, de uma forma pr\u00e1tica, que nem sempre precisamos seguir aquilo que j\u00e1 conhecemos e que estar aberto a novas possibilidades pode nos ajudar a encontrar diferentes maneiras de resolver uma situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aprender em meio ao caos: como conciliar urg\u00eancia, reflex\u00e3o e futuro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s 14h30, Flora Alves, empreendedora, escritora e cofundadora da SG Aprendizagem Corporativa, entrou em cena com seu jeito carism\u00e1tico e extrovertido. Flora n\u00e3o se limitou ao palco, caminhou pelo espa\u00e7o e procurou olhar para todos os participantes, criando uma proximidade maior com o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De um jeito divertido, Flora fez com que todos ficassem de p\u00e9 e se apresentassem para a pessoa ao lado. Com essa din\u00e2mica, acabei conhecendo Vinicius Arakaki, fundador da Edusense, uma edtech brasileira (empresa de tecnologia educacional) fundada em 2018 que oferece uma plataforma completa de educa\u00e7\u00e3o corporativa e desenvolvimento de talentos, durante alguns minutos, contamos um pouco sobre n\u00f3s mesmos. Ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o, Flora explicou que realizou essa din\u00e2mica para que as pessoas pudessem se conectar mais umas com as outras. Ela destacou que \u201cestamos desacostumados com a conex\u00e3o humana e precisamos de mais conex\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Flora tamb\u00e9m falou sobre a import\u00e2ncia de continuar aprendendo e explicou que aprender \u00e9 estar presente, n\u00e3o sendo apenas um ac\u00famulo de informa\u00e7\u00f5es, mas uma travessia. Ela destacou que \u201caprender \u00e9 um esporte de contato\u201d, pois exige atrito com a realidade. Para explicar essa ideia, utilizou o exemplo de pedir para um autor descrever o sabor de uma pera. Ele poderia usar as palavras mais bonitas e descrever o sabor da melhor maneira poss\u00edvel, mas, para realmente conhecer esse sabor, precisamos experimentar a pera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto abordado foi a necessidade de parar de criar \u201csucata de aprendizagem\u201d e identificar aquilo que realmente pode ou n\u00e3o ser resolvido por meio da aprendizagem. Para isso, precisamos desenvolver curiosidade, conex\u00e3o e aplicabilidade. Cada pessoa aprende a partir de suas pr\u00f3prias experi\u00eancias e viv\u00eancias, por isso, aprender n\u00e3o significa apenas receber informa\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m vivenci\u00e1-las e coloc\u00e1-las em pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rela\u00e7\u00e3o mudou: estrat\u00e9gias de engajamento de aprendizagem sem que seja obrigat\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00faltima palestra do dia come\u00e7ou \u00e0s 15h10 e contou com a participa\u00e7\u00e3o de Vinicius Arakaki, mestre em Tecnologias da Intelig\u00eancia e Design Digital pela PUC-SP; Juliana Monteiro, gerente de Educa\u00e7\u00e3o Corporativa no Ach\u00e9 Laborat\u00f3rios; Carlos Eduardo Santos, que atua no desenvolvimento de pessoas como formador, palestrante e mentor, al\u00e9m de ser especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional, aprendizagem e lideran\u00e7a; e Jaqueline Lamente, especialista em lideran\u00e7a regenerativa, cultura de prop\u00f3sito e desenvolvimento de lideran\u00e7as conscientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a palestra, os participantes conversaram sobre diferentes estrat\u00e9gias utilizadas para estimular a aprendizagem sem que ela se torne obrigat\u00f3ria ou entediante. Juliana compartilhou uma experi\u00eancia vivida em uma empresa onde trabalhou anteriormente. Na \u00e9poca, os funcion\u00e1rios eram obrigados a realizar um teste no computador dentro de um determinado prazo. Caso n\u00e3o cumprissem a atividade, o computador era bloqueado e o funcion\u00e1rio era \u201cchamado para uma conversinha\u201d. Segundo ela, apesar de os funcion\u00e1rios realizarem o teste, existia um certo receio ou at\u00e9 mesmo \u201cmedo\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A situa\u00e7\u00e3o apresentada por Juliana mostrou como a forma utilizada para incentivar a aprendizagem pode influenciar diretamente a maneira como as pessoas se relacionam com ela. Quando o aprendizado \u00e9 associado \u00e0 cobran\u00e7a ou ao medo de alguma consequ\u00eancia, ele pode acabar sendo visto apenas como uma obriga\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o como uma oportunidade de desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s o encerramento das palestras, todos puderam desfrutar de um coquetel. Esse momento foi uma oportunidade para conversar com outras pessoas, trocar ideias e compartilhar as experi\u00eancias e aprendizados que tivemos ao longo do evento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Participar do Longlife Learning Summit 2026 certamente foi uma experi\u00eancia que vou levar comigo. O evento me fez refletir em diversos momentos e me proporcionou uma vis\u00e3o mais ampla sobre a import\u00e2ncia da aprendizagem ao longo da vida. Os conte\u00fados apresentados, junto com o carisma e a experi\u00eancia dos palestrantes, mostraram a necessidade de buscar continuamente novos conhecimentos e desenvolver compet\u00eancias, especialmente diante das constantes mudan\u00e7as que ocorrem na sociedade e no mercado de trabalho.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"447\" height=\"447\" src=\"https:\/\/amonoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/hsm-learning.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6266\" srcset=\"https:\/\/amonoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/hsm-learning.jpg 447w, https:\/\/amonoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/hsm-learning-300x300.jpg 300w, https:\/\/amonoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/hsm-learning-150x150.jpg 150w, https:\/\/amonoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/hsm-learning-80x80.jpg 80w\" sizes=\"auto, (max-width: 447px) 100vw, 447px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-vivid-green-cyan-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-1 wp-block-paragraph\"><strong>SAIBA MAIS SOBRE <a href=\"https:\/\/amonoticias.com.br\/?p=3388\">LAB JORNALISMO \u2013 <\/a><\/strong><a href=\"https:\/\/amonoticias.com.br\/?p=3388\">alunos dos cursos de Jornalismo e Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas<\/a> da Universidade Anhembi Morumbi (AMO) vivenciam a pr\u00e1tica profissional com os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o da marca HSM.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Laborat\u00f3rio de Jornalismo HSM-Anhembi \u00e9 uma das frentes criativas da AGCOM, Ag\u00eancia Experimental de Comunica\u00e7\u00e3o da AMO com supervis\u00e3o da profa. Fernanda Iarossi.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especial&nbsp;Laborat\u00f3rio de Jornalismo HSM-Anhembi Por Luciano Massi, estudante de Jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi &#8220;No dia 28 de setembro de 2026, tive a oportunidade de participar do Lifelong Learning Summit 2026. O evento aconteceu no Learning Village (LV), em S\u00e3o Paulo, e teve como tema central a aprendizagem ao longo da vida. 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