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AMO COMUNICAÇÃO: Alunos da Anhembi ganham mais um troféu no maior Congresso de Comunicação do Brasil
“BRIFA! – Criar sem falar nunca foi tão caótico”, Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Design Gráfico de estudantes da Universidade Anhembi Morumbi (AMO), com orientação dos professores Anna Resende e Ricardo Balija, ganhou o prêmio nacional da Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom), durante o 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, promovido pela Intercom. O evento foi realizado em setembro de 2026, na Universidade Católica de Brasília (UCB), com o tema “Educação midiática para uma geopolítica em transformação”.
A proposta do projeto foi explorar os desafios da comunicação não verbal por meio de um jogo de tabuleiro cooperativo que simula a elaboração de um briefing para um projeto de Design e rendeu o primeiro lugar no maior congresso de Comunicação do Brasil .a categoria “Empreendedorismo em Comunicação”.
Na dinâmica, um dos participantes assume o papel de cliente, enquanto os demais interpretam os designers responsáveis por compreender suas necessidades e expectativas. O desafio é que o cliente só pode se comunicar por meio de cartas ilustradas, sem utilizar a fala. A partir dessa experiência, o jogo evidencia como falhas de comunicação entre contratantes e profissionais de Design podem comprometer a construção de um briefing, levando a resultados desalinhados às expectativas do cliente e a retrabalhos desnecessários.
Segundo o estudante Henrique Mendes, o desenvolvimento do projeto exigiu dedicação, mas também proporcionou momentos de descontração e liberdade criativa. “Foi um processo divertido, pois retratamos muito do que vivemos na profissão por meio de uma linguagem irônica em diversas peças, além de explorarmos referências ao próprio universo do Design na identidade visual”, relata.
A conquista nacional representa mais um reconhecimento para o grupo, que acumula premiações e indicações ao longo de 2026. De acordo com Henrique, o prêmio da Expocom é o terceiro troféu conquistado pelos estudantes neste ano. Entre os destaques anteriores estão o Anhembi Awards, na categoria Games, e o Intercom Sudeste 2026, cuja vitória garantiu a classificação para a etapa nacional. O projeto também figura entre os finalistas do LADAwards, uma das principais premiações de Design da América Latina.
Além de celebrar o resultado, o estudante ressalta a importância da experiência para a formação acadêmica e a trajetória profissional dos integrantes do grupo. Para ele, o reconhecimento em um congresso de abrangência nacional fortalece o projeto e amplia a visibilidade do trabalho desenvolvido ao longo da graduação.
“É uma conquista enorme para o projeto e para o grupo. Além de dar mais peso e credibilidade aos nossos portfólios, é uma realização pessoal muito grande, pois ganhar uma premiação desse porte era uma meta desde que começamos o curso e nos apresentaram essa possibilidade”, afirma Henrique.
A premiação marca, assim, não apenas o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos estudantes, mas também a concretização de um objetivo construído ao longo da graduação. Ao transformar desafios reais da profissão em uma experiência lúdica, o BRIFA! demonstra como o Design pode explorar diferentes formas de comunicação e estimular reflexões sobre as relações entre profissionais e clientes.
Texto de Rafael Domingos (Produção Musical e Fonográfica) da AGCOM, a Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da Profa. Fernanda Iarossi.
Eventos
AMO DESIGN: Seminários e exposição promovem diálogo entre arte e tecnologia
De 28 a 30 de outubro de 2026, o Programa de Pós-Graduação em Design da Universidade Anhembi Morumbi Universidade Anhembi Morumbi (AMO) recebe o VI Encontro DAT (Design, Art and Technology) e o II Encontro Interfaces Críticas, evento híbrido, com seminários on-line e uma exposição presencial no campus Vila Olímpia.
O encontro promove o diálogo entre arte, design, tecnologia e pesquisa. Nesta edição, os dois acontecem em conjunto, reunindo pesquisadores, artistas, professores e estudantes para o debate de questões que envolvem a arte, o design e a tecnologia na contemporaneidade.
A programação abordará temas como a autoria em processos mediados por inteligência artificial, os vieses algorítmicos, a ética, a vigilância de dados e as possibilidades de criação com novos meios. Seu objetivo também é discutir os impactos e as consequências do desenvolvimento e do uso dessas tecnologias na sociedade.
Para Priscila Arantes, doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e professora titular do Programa de Pós-Graduação em Design da AMO, onde lidera o grupo CNPq Interfaces Críticas, a importância de na formação de pesquisadores, artistas e estudantes está na possibilidade de compreender como diferentes campos constroem suas perguntas e seus métodos. Para artistas e designers, é uma oportunidade de compartilhar seus processos e debater a produção criativa como uma forma de investigação e elaboração do conhecimento.
A professora Mônica Tavares, palestrante do evento, destaca que a arte e o design podem contribuir para uma reflexão crítica sobre o uso das tecnologias na sociedade contemporânea. “O design busca viabilizar soluções para o dia a dia, enquanto a arte é capaz de questionar as normas e regras impostas, causando estranhamento na comunidade. As diferenças e semelhanças entre essas disciplinas incentivam a reflexão crítica sobre a influência da tecnologia”, explica Mônica, pós-doutora pela Pennsylvania State University e pela Cornell University (2014), na interdisciplinaridade das Artes, Design e Mídias Digitais
“A arte e o design ajudam a revelar desigualdades, estimular debates e repensar novas formas de viver, contribuindo para uma compreensão crítica das transformações tecnológicas e para o uso mais consciente, ético e inclusivo da tecnologia”, destaca Priscila.
A edição de 2026 é organizada sob a coordenação de Gilbertto Prado, Milton Sogabe, Priscila Arantes e Suzete Venturelli, contando com palestras magnas e mesas com nomes da área, como Priscila Farias, Malu Fragoso, Monica Tavares e Juliana Henno.
VI Encontro DAT (Design, Art and Technology) e o II Encontro Interfaces Críticas
De 28 a 30 de outubro de 2026.
Evento híbrido, com seminários on-line e uma exposição presencial no campus Vila Olímpia (Rua Casa do Ator, 294).
Mais informações no perfil do Programa de Pós-Graduação em Design no instagram @ppgdesign_uam/ ou via site ppgdesign.com.br/ ou no perfil do Grupo de Pesquisa Interfaces Críticas – Design, Arte, Memória e Tecnologia @grupointerfacescriticas.
Inscrições aqui.
Texto de Ana Clara Brito (Jornalismo) da AGCOM, Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da Profa. Fernanda Iarossi.
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AMO ÂNIMA HUB: Projeto de Iniciação Científica “TEA SoundScapes” alcança o pódio no Shark HUB na Categoria Base
O Shark HUB é uma iniciativa do Ânima HUB voltada à apresentação, avaliação e reconhecimento de projetos desenvolvidos por estudantes dentro do ecossistema de inovação da instituição. A iniciativa reúne projetos de diferentes áreas e promove uma jornada de desenvolvimento que envolve pesquisa, inovação, empreendedorismo e soluções para desafios da sociedade. Ao longo do processo, os trabalhos são avaliados por uma banca e os projetos de destaque avançam nas etapas da competição, chegando à fase final e ao pódio.

Idealizado pelo Professor Orientador Felipe Faraco, o TEA SoundScapes é um projeto de iniciação científica desenvolvido por estudantes dos cursos de Psicologia, Produção Musical e Fonográfica, Marketing, Tecnologia da Informação e Rádio, TV e Internet da Universidade Anhembi Morumbi.
Em desenvolvimento pelos estudantes; Alice Sampaio Conson (Rádio, TV, Internet), Heitor Terciotte (Publicidade e Propaganda), Rafael Domingos (Produção Musical e Fonográfica), Taís Rodrigues da Silva (Psicologia), Vinícius Montalvão Alvarado (Publicidade e Propaganda), Nickolas Peres Medeiros Alves (Produção Musical e Fonográfica) em conjunto com o professor orientador, o projeto busca investigar possibilidades relacionadas à experiência sonora e ao bem-estar de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) dentro de um escopo voltado às clínicas, reunindo conhecimentos de pesquisa, tecnologia, produção sonora e comunicação na construção da proposta.
O TEA SoundScapes chegou à grande final da categoria Base do Shark HUB, competição que reúne projetos desenvolvidos por estudantes de diferentes regiões do país. A iniciativa esteve entre os 1.758 projetos publicados em âmbito nacional e levou a Universidade Anhembi Morumbi à etapa final da competição.
Na avaliação final, o TEA SoundScapes conquistou o 3º lugar, após a apresentação do projeto para uma banca formada por profissionais e pesquisadores de diferentes áreas: Guilherme Fontana, gestor de Campus FPB (Ânima Educação); Ricardo Bicalho, professor e consultor em tecnologia, inteligência artificial e cibersegurança; Jordana Martins, professora e pesquisadora em Engenharia Mecânica; Carlos Estupiñán, professor doutor, nascido e formado em Física na Colômbia; e Washington do Monte, coordenador acadêmico.

Vencedores da Categoria Base – Shark HUB. Foto/Reprodução: @anima.hub
A apresentação do TEA SoundScapes na grande final do Shark HUB foi conduzida pelo estudante Rafael Domingos, do último semestre do curso de Produção Musical e Fonográfica da Universidade Anhembi Morumbi. A participação ocorreu ao vivo, com transmissão pelo YouTube, no canal oficial da Ânima Educação, @animaeducacao-tic, ampliando a visibilidade do projeto durante a etapa decisiva da competição.
O resultado marca uma etapa importante na trajetória do TEA SoundScapes, que continua em desenvolvimento pelos estudantes, sob orientação do professor Felipe Faraco. A participação na final também amplia a visibilidade da pesquisa desenvolvida na Universidade Anhembi Morumbi e de sua proposta voltada à relação entre tecnologia, som, inclusão e diversidade.
Texto de Rafael Domingos (Produção Musical e Fonográfica) da AGCOM, a Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da Profa. Fernanda Iarossi.
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AMO HSM-ANHEMBI: Lifelong Learning Summit 2026 discute IA, pensamento crítico e os novos caminhos da aprendizagem
Especial Laboratório de Jornalismo HSM-Anhembi
Por Luciano Massi, estudante de Jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi
“No dia 28 de setembro de 2026, tive a oportunidade de participar do Lifelong Learning Summit 2026. O evento aconteceu no Learning Village (LV), em São Paulo, e teve como tema central a aprendizagem ao longo da vida.
Sabendo do conceito do summit, a principal pergunta que levei foi: o que significa continuar aprendendo quando o mundo muda mais rápido do que aquilo que aprendemos? Usei o questionamento como fio condutor para assistir aos painéis.
Fui recepcionado por Luciana Marcelino, responsável pela arquitetura e posicionamento dos produtos editoriais da HSM Management, que guiou a mim e Julia Colman, estudantes de jornalismo, por toda a sede do LV. Encerrado o tour, tomamos café e fomos às palestras.
Lifelong Learning: aprender continuamente para continuar relevante
Léo Carvalho foi o responsável pelo primeiro painel. Cofundador da ONION Learning, ateliê de desenvolvimento corporativo e uma metodologia de ensino que estrutura o conhecimento de forma prática e gradual, subiu ao palco às 09h35. Logo na abertura, Léo trouxe à luz o significado do “lifelong learning”. Fui ao evento pensando que tratava-se de estudar durante toda a vida.
Faz sentido, mas não é apenas sobre isso.
O exemplo dado pelo palestrante ilustra perfeitamente o significado: Boris Casoy, jornalista criador de um dos mais emblemáticos jargões da televisão brasileira, o “isso é uma vergonha”, decidiu cursar Medicina Veterinária aos 80 anos de idade. Provavelmente, ele não exercerá a profissão. Então, por que ele voltou a estudar? Pela sede de aprender!
Léo deu sequência explicando o que é ser competente. Não basta apenas saber, a competência é a junção de atitude, habilidade e, claro, conhecimento. Refletindo durante a explicação, entendi que a atitude pode ser a parte mais importante. De nada adianta saber o que fazer, mas não colocar à prova.
Me identifiquei com o painel, pois vivi algo parecido este ano: voltei a estudar. Sempre pensava: “não vai dar pra equilibrar tudo, vou deixar para depois”, mas a hora é agora, não existe um momento perfeito.
Ainda seguindo o raciocínio provocado com a palestra, Léo Carvalho destaca que o futuro depende do presente, as ações de hoje serão sentidas amanhã. E fez uma provocação: “ok, o futuro está ligado ao presente, mas o futuro é paradoxo”. As coisas podem não acontecer do jeito esperado.
Não é para desanimar, porque isso faz parte da vida. Segundo Léo, somos todos eternos aprendentes. Devemos ser curiosos por tudo o que é relevante em nossas vidas e na carreira profissional. É para ser curioso, ter coragem e disciplina.
O Ciclo 4P, introduzido durante a palestra, serve para ilustrar as fases do aprendizado:
Perguntar: quem não questiona ficará eternamente em dúvida;
Praticar: esse é o segredo para dominar qualquer assunto ou habilidade;
Provar: ninguém aprende sem sujar as mãos, é preciso colocar a mão na massa;
Partilhar: o conhecimento é feito para ser passado adiante.
Lideranças que aprendem: como transformar discurso em comportamento
A segunda palestrante subiu ao palco às 10h05: Poliana Abreu, chief-knowledge officer da HSM, SingularityU Brazil e Learning Village.
Poliana abriu sua apresentação escancarando um problema super atual. Hoje em dia, não falta informação, tem de sobra, porém, o que falta é a atenção. Diariamente somos bombardeados com milhares de notícias e anúncios. É impossível acompanhar tudo. Tem conteúdo de sobra, mas o que faremos com tudo isso?
O quadro se agravou com o desenvolvimento da Inteligência Artificial. Mais do que nunca, podemos saber sobre tudo. Para se ter uma ideia, a ciência indica que um único dia de leitura do The New York Times, contém muito mais informação do que um homem pré-histórico consumiu em toda a sua vida, apontou Poliana.
Com o avanço da IA, as redes sociais foram inundadas de pessoas que se auto proclamam líderes, afirmando uma autoridade inexistente. O problema se agrava, quando se trata de um assunto novo. É impossível ser especialista em algo recém-descoberto.
Visualizações, curtidas, compartilhamentos e número de seguidores são os pilares da autoridade declarada. Do outro lado da tela, quem consome o conteúdo, acredita que o criador domina o assunto Autoridade declarada é diferente de autoridade construída ao longo do tempo. Nem sempre a pessoa com mais seguidores é mais qualificada.
Já aconteceu comigo, e ocorre com milhões de pessoas todos os dias. Um influencer compartilha uma dica milagrosa. Você segue o passo a passo corretamente, mas no fim não consegue o resultado prometido. Será que a informação transmitida tem base ou é só mais um caça-cliques?
Portanto, a curadoria está em toda parte. Nas empresas e organizações, tornou-se algo fundamental. Poliana explicou detalhadamente cinco modelos:
Agregação é reunir em um único lugar as principais informações sobre um determinado tema;
Destilação significa pregar um universo grande de informações, reduzindo e filtrando apenas a parte relevante;
Elevação diz respeito a enxergar uma tendência, um padrão ou até mesmo um insight maior. É necessário estar atento a todos os sinais;
Mashup combina conteúdos, perspectivas ou referências para criar um novo ponto de vista sobre um assunto específico;
Cronologia serve para mostrar a evolução de assuntos e conceitos ao longo do tempo. As informações podem ser organizadas numa linha do tempo.
O trabalho de curadoria leva tempo e dedicação. Atualmente, todo mundo busca atalhos, querendo as respostas o mais rápido possível. A Inteligência Artificial traz essas respostas com rapidez. Mas promove a terceirização do pensamento e criatividade.
Poliana Abreu encerrou a palestra deixando uma provocação no ar: “você consome informação de quem cria conteúdo ou de quem constrói pensamento?”
O fim do PPT: a arte de transformar a teoria em comportamento
O terceiro painel iniciou às 10h35, sob o comando de quatro especialistas no desenvolvimento humano: Rose Kurdoglian, Anna Agostini, Daniela Matos e Alessandro Reis.
A palestra começou repleta de questionamentos e provocações. A seguinte pergunta foi lançada aos espectadores: “quantas apresentações vocês assistiram nos últimos anos que realmente mudaram alguma coisa no seu comportamento?”
Não existe falta de conteúdo. Falta transformar essa imensidão de conteúdo em comportamento. O PowerPoint deve ser enxergado como aliado, e não inimigo. O problema é achar que o aprendizado terminou junto com a apresentação.
O efeito PPT acontece pela falta de compreensão. É comum sair de uma apresentação e afirmar: “foi algo inestimável, que apresentação enriquecedora”. Mas no dia seguinte, o colaborador volta ao trabalho e faz tudo do jeito de sempre, sem aplicar nada do que foi aprendido.
O PowerPoint ajuda a apresentar a ideia, no entanto, ele sozinho não faz alguém incorporar o conceito. E isso conversa diretamente com o lifelong learning. Aprender ao longo da vida não se resume a consumir conteúdo até a morte, significa mudar continuamente a maneira como pensamos e agimos a partir daquilo que aprendemos.
Terceirizamos o próprio pensar?
A partir das 11h20, Rafael Lacerda e Daniel Luzzi, especialistas em educação digital, em conjunto a André Cruz, que atua na convergência entre neurociência, comportamento e cultura, e Alexandre Espinosa, executivo de Recursos Humanos, colocaram em pauta um assunto relevante em tempos de IA.
Este foi, sem dúvida, o painel mais aguardado por mim, que buscava provocações.
Buscamos respostas rápidas e assertivas, queremos tudo ao mesmo tempo. O nosso cérebro não tem a capacidade de absorver tudo isso, com a rapidez que desejamos. É aí que a Inteligência Artificial entra, sufocando o pensamento crítico.
Onde está o limite entre a tecnologia, como alavanca cognitiva, e a terceirização do pensar? Quando desconhecemos essa fronteira, entramos em um território perigoso. Deixamos uma máquina formar a opinião, terceirizando o pensamento.
Essa pergunta lançada por André Cruz, me deixou pensativo. Já que o limite é desconhecido, onde isso vai parar?
Existem limites para usar a IA, sem deixar que ela tome todas as decisões por nós. Por exemplo, seu uso é indicado para resolver problemas complexos ou fornecer conhecimento sobre temas desconhecidos, segundo Daniel Luzzi.
Isso não se restringe ao uso do Chat Gpt, Claude, Google Gemini e demais IAs. Elas estão presentes em todas as partes das redes sociais, acessadas por milhões de pessoas diariamente.
A Inteligência Artificial também está padronizando, ou melhor, robotizando tudo. É só observar as redes sociais, está tudo igual, sem personalidade. Você olha e pensa: “esse layout é do Claude!”
Onde é que foi parar a criatividade das pessoas? Será que pensar é tão complicado assim? Ou será que produção em quantidade é mais importante do que a originalidade?
O ideal é não terceirizar nenhuma parte do pensamento. Caso contrário, haverá perda da capacidade de raciocínio, do senso crítico e da criatividade. Claro, ser ajudado pela IA pode ser benéfico, mas a última palavra, a decisão final, deve ser tomada pelo ser humano.
Buscamos atalho para tudo. A Inteligência Artificial é a rainha dos atalhos, sempre mostrando um caminho simples e curto. Mas devemos vivenciar o processo e entendê-lo, pois sem processo não há resultado.
Para mim, o Lifelong Learning 2026 trouxe mais dúvidas do que respostas. Acredito que esse foi um dos objetivos do summit, alguns palestrantes também afirmaram isso.
Mesmo assim, a minha principal dúvida foi resolvida: “o que significa continuar aprendendo quando o mundo muda mais rápido do que aquilo que aprendemos?”
Aprender pro resto da vida não deve ser visto como obrigação. Devemos pensar que isso é fundamental para seguirmos preparados.
Me identifiquei com o tema central do evento. Neste ano, voltei aos estudos, superando o receio de não conseguir dar conta. Depois das palestras, tenho certeza que tomei a melhor decisão possível. E quero levar o conceito lifelong learning para frente.
Desaprender para evoluir: como superar o ‘sempre foi assim’.”
Por Julia Colman, Estudante de Jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi
“Após o almoço, às 13h30, o evento foi dividido em quatro salas. A quarta sala teve como tema “Desaprender para evoluir: como superar o ‘sempre foi assim’”, com Rose Kurdoglian, fundadora da RK Mentoring Hub, uma empresa de mentoria executiva, de carreira e organizacional voltada para o desenvolvimento de lideranças e transformação cultural com propósito, e Anderson Cairiac, consultor parceiro da HSM, como palestrantes.
No início da apresentação, nos dividimos em quatro grupos e recebemos um pacote novo do jogo “UNO”. A proposta era começar o jogo com sete cartas e terminar sem nenhuma, de forma rápida, mas sem necessariamente seguir as regras tradicionais do “UNO”. Isso deixou todos um pouco perdidos no início. Mesmo sem receber as instruções, alguns participantes começaram a seguir regras que já conheciam do jogo original, mostrando como, muitas vezes, seguimos padrões que já estão estabelecidos sem questioná-los.
A partir da dinâmica do jogo, os palestrantes abordaram a importância de compreender que regras e o senso comum são necessários tanto no ambiente de trabalho quanto em outras situações, pois ajudam a orientar nossas ações e estabelecer uma direção. No entanto, também destacaram que, às vezes, se prender ao pensamento de “sempre foi assim, não adianta mudar” pode limitar novas ideias e possibilidades.
Nesse sentido, desaprender alguns conceitos e estar aberto a diferentes formas de pensar pode contribuir para a evolução, além de incentivar a escuta e a valorização das opiniões de outras pessoas.
Essa dinâmica me ajudou a perceber, de uma forma prática, que nem sempre precisamos seguir aquilo que já conhecemos e que estar aberto a novas possibilidades pode nos ajudar a encontrar diferentes maneiras de resolver uma situação.
Aprender em meio ao caos: como conciliar urgência, reflexão e futuro
Às 14h30, Flora Alves, empreendedora, escritora e cofundadora da SG Aprendizagem Corporativa, entrou em cena com seu jeito carismático e extrovertido. Flora não se limitou ao palco, caminhou pelo espaço e procurou olhar para todos os participantes, criando uma proximidade maior com o público.
De um jeito divertido, Flora fez com que todos ficassem de pé e se apresentassem para a pessoa ao lado. Com essa dinâmica, acabei conhecendo Vinicius Arakaki, fundador da Edusense, uma edtech brasileira (empresa de tecnologia educacional) fundada em 2018 que oferece uma plataforma completa de educação corporativa e desenvolvimento de talentos, durante alguns minutos, contamos um pouco sobre nós mesmos. Após a apresentação, Flora explicou que realizou essa dinâmica para que as pessoas pudessem se conectar mais umas com as outras. Ela destacou que “estamos desacostumados com a conexão humana e precisamos de mais conexão”.
Flora também falou sobre a importância de continuar aprendendo e explicou que aprender é estar presente, não sendo apenas um acúmulo de informações, mas uma travessia. Ela destacou que “aprender é um esporte de contato”, pois exige atrito com a realidade. Para explicar essa ideia, utilizou o exemplo de pedir para um autor descrever o sabor de uma pera. Ele poderia usar as palavras mais bonitas e descrever o sabor da melhor maneira possível, mas, para realmente conhecer esse sabor, precisamos experimentar a pera.
Outro ponto abordado foi a necessidade de parar de criar “sucata de aprendizagem” e identificar aquilo que realmente pode ou não ser resolvido por meio da aprendizagem. Para isso, precisamos desenvolver curiosidade, conexão e aplicabilidade. Cada pessoa aprende a partir de suas próprias experiências e vivências, por isso, aprender não significa apenas receber informações, mas também vivenciá-las e colocá-las em prática.
A relação mudou: estratégias de engajamento de aprendizagem sem que seja obrigatória
A última palestra do dia começou às 15h10 e contou com a participação de Vinicius Arakaki, mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP; Juliana Monteiro, gerente de Educação Corporativa no Aché Laboratórios; Carlos Eduardo Santos, que atua no desenvolvimento de pessoas como formador, palestrante e mentor, além de ser especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional, aprendizagem e liderança; e Jaqueline Lamente, especialista em liderança regenerativa, cultura de propósito e desenvolvimento de lideranças conscientes.
Durante a palestra, os participantes conversaram sobre diferentes estratégias utilizadas para estimular a aprendizagem sem que ela se torne obrigatória ou entediante. Juliana compartilhou uma experiência vivida em uma empresa onde trabalhou anteriormente. Na época, os funcionários eram obrigados a realizar um teste no computador dentro de um determinado prazo. Caso não cumprissem a atividade, o computador era bloqueado e o funcionário era “chamado para uma conversinha”. Segundo ela, apesar de os funcionários realizarem o teste, existia um certo receio ou até mesmo “medo” em relação à atividade.
A situação apresentada por Juliana mostrou como a forma utilizada para incentivar a aprendizagem pode influenciar diretamente a maneira como as pessoas se relacionam com ela. Quando o aprendizado é associado à cobrança ou ao medo de alguma consequência, ele pode acabar sendo visto apenas como uma obrigação, e não como uma oportunidade de desenvolvimento.
Após o encerramento das palestras, todos puderam desfrutar de um coquetel. Esse momento foi uma oportunidade para conversar com outras pessoas, trocar ideias e compartilhar as experiências e aprendizados que tivemos ao longo do evento.
Participar do Longlife Learning Summit 2026 certamente foi uma experiência que vou levar comigo. O evento me fez refletir em diversos momentos e me proporcionou uma visão mais ampla sobre a importância da aprendizagem ao longo da vida. Os conteúdos apresentados, junto com o carisma e a experiência dos palestrantes, mostraram a necessidade de buscar continuamente novos conhecimentos e desenvolver competências, especialmente diante das constantes mudanças que ocorrem na sociedade e no mercado de trabalho.”

SAIBA MAIS SOBRE LAB JORNALISMO – alunos dos cursos de Jornalismo e Relações Públicas da Universidade Anhembi Morumbi (AMO) vivenciam a prática profissional com os veículos de comunicação da marca HSM.
Laboratório de Jornalismo HSM-Anhembi é uma das frentes criativas da AGCOM, Agência Experimental de Comunicação da AMO com supervisão da profa. Fernanda Iarossi.
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