Uncategorized
AMO ENGENHARIA: Estudantes da Anhembi Morumbi desenvolvem aeronave para competição nacional
A equipe AeroDuca, da Universidade Anhembi Morumbi, participou da 28ª Competição SAE BRASIL de AeroDesign, realizada entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro de 2026, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). Com uma aeronave desenvolvida pelos próprios estudantes ao longo de dez meses, o grupo representou a universidade na Classe Regular, com o avião de número 54
A competição tem como objetivo estimular a aplicação prática de conhecimentos de engenharia aeronáutica, por meio do desenvolvimento e da construção de aeronaves por equipes universitárias. Segundo o professor Estevão Xavier Volpini, que acompanha o projeto, a edição de 2026 reuniu mais de 90 equipes de diferentes regiões do Brasil.
Para o professor, a participação da Anhembi Morumbi representa uma oportunidade de transformar os conhecimentos adquiridos em sala de aula em experiências práticas. O desenvolvimento da aeronave exige a integração de áreas como aerodinâmica, estruturas, desempenho e materiais, além de habilidades relacionadas à gestão de recursos, organização, trabalho em equipe e cumprimento de normas técnicas e de segurança.
A preparação da AeroDuca começou em fevereiro de 2026 e foi organizada em seis etapas: planejamento, pesquisa, projeto conceitual, desenvolvimento detalhado, construção e testes. Durante esse período, os estudantes participaram de atividades de capacitação, realizaram pesquisas técnicas e utilizaram softwares de modelagem e simulação para definir as características da aeronave.
Entre julho e setembro, os integrantes trabalharam na fabricação e montagem do avião nas instalações da universidade. Antes da competição, a equipe realizou mais de nove voos de teste em dois aeroclubes, com diferentes condições de pista e de vento, para avaliar o desempenho, a estabilidade e a confiabilidade da aeronave.
O projeto apresentou soluções voltadas à redução de peso, à resistência estrutural e à facilidade de manutenção. Um dos principais diferenciais foi a fuselagem construída em fibra de carbono, material escolhido por sua leveza e rigidez. A aeronave também contou com componentes produzidos por impressão 3D, motor elétrico e uma asa dividida em três partes, desenvolvida para facilitar o transporte e a montagem.
Outro recurso criado pelos estudantes foi o compartimento de carga integrado à seção central da asa, projetado para melhorar a distribuição do peso e permitir acesso mais rápido durante as operações. De acordo com o professor Estevão Xavier Volpini, a proposta da equipe nesta edição priorizou a inovação, a segurança e a confiabilidade da aeronave, com o objetivo de realizar o maior número possível de voos válidos.
Além dos desafios técnicos, os integrantes precisaram conciliar as atividades acadêmicas com a preparação para a competição, capacitar novos membros e buscar recursos para viabilizar a construção. O uso de materiais como fibra de carbono e componentes produzidos por impressão 3D também exigiu planejamento financeiro, apoio da universidade e ações de divulgação para atrair patrocinadores.
O projeto contou com a participação ativa de nove estudantes de diferentes cursos. Vitor Meira Ferraz, de Engenharia da Computação, atuou como capitão da equipe e responsável pelos cálculos aerodinâmicos das asas. Vitor Aragão Paiva, de Engenharia Civil, participou do desenvolvimento das estruturas e do compartimento de carga. Daniel Franzeri, de Engenharia Mecânica, trabalhou como piloto e projetista CAD, além de integrar a área de estruturas.
Também participaram Benício Lombardia, de Engenharia da Computação, responsável pela parte elétrica, montagem e testes; Julian Escribano, de Aviação Civil, que atuou nos estudos de estabilidade e comando; Gustavo Henrique Porto dos Santos, de Engenharia Elétrica, responsável pelo conjunto de motor e trem de pouso; Jhenifer Vitória Sant’ana da Silva, de Engenharia Mecânica, que trabalhou na comunicação e gestão; Bruna Blanco Alonso, de Engenharia Civil, envolvida na montagem, identidade visual e apresentação do projeto; e Fernando Raul de Lima, de Engenharia Elétrica, responsável pela produção de protótipos, rodas e supervisão da telemetria.
Para Vitor Meira Ferraz, capitão da AeroDuca, a participação no desenvolvimento da aeronave envolveu tanto decisões técnicas quanto a coordenação dos integrantes. O estudante acompanhou diferentes etapas do projeto, desde a fabricação até os ajustes realizados antes da competição. “Foi especialmente gratificante ver um projeto que começou no papel ganhar forma e se tornar uma aeronave capaz de representar a universidade em uma competição nacional”, afirma.
A experiência também contribuiu para o desenvolvimento de habilidades de liderança, planejamento e resolução de problemas. Segundo Vitor, atuar como capitão ampliou sua compreensão sobre a profissão. “Acredito que a maior contribuição do AeroDuca para minha formação foi me mostrar que a engenharia não está apenas em projetar e construir, mas também em saber transformar ideias em realidade por meio da colaboração e da dedicação”, destaca.
Para Daniel Franzeri, estudante do 7º semestre de Engenharia Mecânica, participar da equipe foi uma oportunidade de unir conhecimentos acadêmicos e experiência profissional. Além de atuar como projetista CAD, ele foi responsável por pilotar a aeronave. “Como já trabalho com projetos de drones, foi muito interessante viver essa experiência também no ambiente acadêmico. Projetar uma aeronave, construir o protótipo e depois pilotá-lo, vendo na prática tudo o que os cálculos indicavam, não tem preço”, afirma.
O estudante também destaca as dificuldades de conciliar as responsabilidades acadêmicas e profissionais com a preparação para a competição. “O maior desafio foi o prazo curto, somado à gestão da equipe e à necessidade de conciliar a faculdade e o trabalho com um projeto extracurricular desse porte. Conseguimos superar isso com muita organização e com o comprometimento de todos”, relata.
Durante a competição, a AeroDuca realizou uma tentativa de voo, que foi invalidada após um problema no trem de pouso, conforme informado por Daniel. Apesar do resultado, a participação marcou uma etapa da retomada do projeto na universidade, iniciada em 2024.
Segundo Daniel, a última vez que a equipe havia colocado uma aeronave em voo durante uma competição foi em 2015, antes da interrupção das atividades de AeroDesign na instituição. Para o estudante, a experiência de 2026 demonstra o avanço do trabalho realizado pela nova geração da AeroDuca. “Foi um ano difícil, com prazos muito apertados, mas a equipe se manteve unida e, apesar de todos os percalços, conseguiu realizar um voo na competição”, destaca.
A participação na 28ª Competição SAE BRASIL de AeroDesign proporcionou aos estudantes a experiência de desenvolver uma aeronave desde o planejamento até os testes e a apresentação no evento. Além dos conhecimentos técnicos, o projeto permitiu exercitar a liderança, a colaboração e a capacidade de enfrentar desafios, deixando aprendizados que poderão contribuir para as próximas edições da AeroDuca.

Texto de Ana Luiza Oliveira (Jornalismo), da AGCOM, a Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da Profa. Fernanda Iarossi.
Últimas Notícias
AMO COMUNICARTE: Semana de Comunicação e Artes com programação ON-LINE nos dias 4 e 6 de novembro no Ecossistema Ânima
Além dos eventos nos 3 campi da AMO, a COMUNICARTE 2026 tem dinâmicas ON-LINE, nos dias 4 e 6 de novembro, reunindo todas as universidades do Ecossistema Ânima e divulgada INSTAGRAM @comunicarte.a.
Comunicarte 2026 – eventos on-line
>>> INSCRIÇÕES AQUI: DIAS 4 E 6/11 (com links de acesso para eventos virtuais)
Programação informada pela organização. Modificações podem ocorrer e serão informadas nos dias do evento.
Presencial
A programação local presencial da COMUNICARTE 2026 nos dias 3 e 5 de novembro acontecerá nos campi da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo:
Campus Paulista: Avenida Paulista, 2000 – Bela Vista (Metrô Consolação).
Campus Vila Olímpia: Rua Casa do Ator, 294 – Vila Olímpia.
Campus Mooca: Rua Dr. Almeida Lima, 1.134 – Mooca (Metrô Bresser).
Comunicarte 2026 – eventos locais nos 3 campi da Universidade Anhembi Morumbi
>>> INSCRIÇÕES AQUI: DIAS 3 E 5/11 (presencial)
Atenção: realizar inscrição prévia para fins de organização e controle de participação. Verifique as orientações específicas de cada atividade antes de comparecer.
Curadoria AGCOM, Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da profa. Fernanda Iarossi
Uncategorized
AMO ARTE: Intercâmbio cultural une Brasil e México nos cursos de Teatro e Dança na Anhembi

Fotos: Arquivo pessoal Ipojucan Pereira
O projeto de extensão Máscaras em Diálogos realizado na Anhembi Morumbi para os alunos de Teatro e Dança recebeu, diretamente do México, o artista, mascareiro e pedagogo Daniel Loyola.
Em 2012, o artista fundou a IXINTI, arte em comunidade com o objetivo de compreender as origens do entretenimento no México, aprender e se aprofundar nas raízes da teatralidade mexicana. Segundo Loyola, as raízes permanecem vivas, através das danças e diálogos (dramas-danças) da comunidade e são o ponto de partida para a criação cênica.

Fotos: Arquivo pessoal Ipojucan Pereira
A troca com o artista mexicano liga o eixo de pesquisa do Projeto de Extensão que busca investigar o mascaramento como uma prática cultural, corporal e performativa e não apenas como uma técnica teatral.
Os estudantes tiveram a oportunidade de entrar em contato com a tradição mexicana e compreender que a máscara é uma forma de presença, transformação do corpo em relação ao espaço e às outras pessoas.
Antes de utilizarem a máscara como objeto cênico, os estudantes investigaram os ‘’mascaramentos’’ do cotidiano como a maneira de andar, vestir-se, executar uma função e sua maneira de andar.
De acordo com o professor Ipojucan Pereira, o papel da máscara na formação de um ator e bailarino é uma ferramenta potente, pois ela desloca o centro da expressão e o rosto deixa de ser o seu principal lugar de comunicação, desse modo, o corpo fica em uma situação de investigação. O artista pode perceber como as pequenas alterações modificam a sua presença e a maneira como é percebido. “Ela é uma das ferramentas para investigar como o corpo pode se transformar e ser transformado pelas relações que estabelece com o mundo”, destaca.
Texto de Ana Clara Brito (Jornalismo) da AGCOM, Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da Profa. Fernanda Iarossi.
Uncategorized
AMO TECNOLOGIA: Inscrições abertas para Capacita+ do Google no campus Vila Olímpia
Precisa se atualizar sobre a nova era da Inteligência Artificial? Quer aprender como o uso de agentes inteligentes de IA pode transformar a sua carreira e a sua vida acadêmica?
Não perca o Capacita+, parceira com o Google Cloud para construir com o Gemini.
O treinamento de IA é híbrido e gratuito, conta com especialistas do Google Cloud e oferece certificado de participação.
.📅 25/09 às 09h
📍Presencial na Anhembi Morumbi – Campus Vila Olímpia
Inscrições aqui! Ou no QRcode na imagem acima.
Curadoria AGCOM, Agência Experimental de Comunicação da AMO
-
Últimas Notícias11 meses atrásAMO ATLÉTICAS: confira a comunidade esportiva da Anhembi
-
Mooca em foco4 anos atrás9ª Edição do Programa Mooca em Foco
-
Últimas Notícias7 meses atrásAMO BELEZA: campus Mooca conta com SPA Escola aberto para alunos e comunidade local
-
Últimas Notícias3 anos atrásUniversidade Anhembi Morumbi inaugura novo Centro Integrado de Saúde
-
Destaque4 anos atrásVai começar a 6ª Semana de Gastronomia “Artesanal é Legal!” Confira a programação completa
-
Mooca em foco3 anos atrás22ª Edição do Programa Mooca em Foco
-
Últimas Notícias3 anos atrás25 anos da Biblioteca do Campus Mooca
-
Eventos4 anos atrásHospital veterinário da Anhembi completa 20 anos com três dias de eventos
