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AMO HSM-ANHEMBI: O que levei do Mind Summit 2026 – parte 1
Especial Laboratório de Jornalismo HSM-Anhembi
Entre os dias 16 e 17 de setembro de 2026, participei da cobertura do Mind Summit 2026, realizado na São Paulo Expo, em São Paulo. Acompanhei palestras e discussões sobre saúde mental, burnout, segurança psicológica, felicidade, liderança, produtividade e inteligência artificial.
Mais do que reunir especialistas para falar sobre o futuro do trabalho, o evento também provocou uma reflexão sobre o presente: como estamos trabalhando, nos relacionando e cuidando das pessoas dentro das organizações?
Saí do evento com muitas anotações, ideias e perguntas. Entre os principais aprendizados, alguns temas se destacaram:
- 1. A saúde mental não depende apenas do indivíduo
- 2. Poder falar também é uma forma de cuidado
- 3. Nem toda conversa difícil precisa se transformar em um problema
- 4. Felicidade não significa estar bem o tempo todo
- 5. O futuro do trabalho também exige novas conversas
- 6. Saúde mental, desempenho e estratégia estão conectados
A saúde mental não depende apenas do indivíduo
Uma das primeiras reflexões veio da pesquisadora Christina Maslach, University of California, Berkeley (UC Berkeley), referência mundial nos estudos sobre burnout. Sua abordagem questiona a ideia de que o profissional precisa ser sempre resiliente e encontrar sozinho maneiras de suportar ambientes de trabalho desgastantes.
A discussão me fez pensar que, muitas vezes, a responsabilidade pelo esgotamento acaba sendo colocada apenas sobre a pessoa. No entanto, também é necessário observar a forma como o trabalho é organizado, a carga de atividades, o reconhecimento, a autonomia, as relações e os valores presentes naquele ambiente.
A jornalista Izabella Camargo, Dá um Tempo! Como encontrar limites em um mundo sem limites , ampliou esse debate ao falar sobre produtividade sustentável. A reflexão central foi que produzir mais não deveria significar trabalhar sempre no limite da exaustão.
Poder falar também é uma forma de cuidado
Outro tema que chamou minha atenção foi a segurança psicológica, apresentada por Amy Edmondson, professora da Harvard Business School/Harvard University, referência em segurança psicológica. O conceito está relacionado à possibilidade de fazer perguntas, admitir erros, pedir ajuda e apresentar opiniões diferentes sem medo de sofrer consequências interpessoais.
Antes do evento, eu poderia associar um ambiente seguro a um lugar sem conflitos. As discussões mostraram justamente o contrário: a segurança psicológica não elimina as discordâncias. Ela cria condições para que as pessoas possam discordar de maneira respeitosa e contribuir para o aprendizado coletivo.
Essa ideia se conectou com “Conversas Corajosas, Times Fortes ”, conduzida por Viviane Mansi, presidente-executiva da ABBT, e Luciana Campos Lima, professora do Insper e sócia-fundadora da ScienceConsulting. Afinal, não adianta falar em abertura de assuntos delicados continuam sendo evitados. Remuneração, carreira, benefícios, expectativas e conflitos também precisam encontrar espaço nas organizações.
Nem toda conversa difícil precisa se transformar em um problema
Um dos aprendizados que mais ficou comigo foi perceber que o silêncio nem sempre representa harmonia. Em alguns ambientes, a ausência de conflitos pode significar apenas que as pessoas não se sentem à vontade para expor suas opiniões.
As conversas difíceis fazem parte da vida profissional. A questão não é eliminá-las, mas aprender a conduzi-las com respeito, clareza e responsabilidade.
Esse ponto também me fez pensar na importância da comunicação no Jornalismo. Ouvir, fazer perguntas, compreender diferentes perspectivas e tratar assuntos sensíveis com cuidado são habilidades importantes não apenas na profissão, mas também nas relações de trabalho.
Felicidade não significa estar bem o tempo todo
A palestra de Sonja Lyubomirsky, pesquisadora da área de felicidade e bem-estar professora da University of California, Riverside (UC Riverside), trouxe outra perspectiva importante. A felicidade não foi apresentada como um estado permanente ou como algo que depende apenas de fatores externos.
O bem-estar também envolve comportamentos, escolhas e práticas que precisam ser construídos de maneira intencional e possível para cada contexto.
A ideia de que “felicidade dá trabalho” resume bem essa reflexão. Não se trata de obrigar as pessoas a estarem felizes o tempo inteiro, mas de reconhecer que o cuidado com o bem-estar exige atenção, consistência e condições adequadas.
Renata Rivetti, pesquisadora em ciência da felicidade e futuro do trabalho, TEDx Speaker, LinkedIn Top Voice e colunista da Fast Company. É autora de O Poder do Bem-Estar: um guia para redesenhar o futuro do trabalho, aproximou esse debate da realidade das empresas ao relacionar ciência da felicidade, liderança e futuro do trabalho.
O futuro do trabalho também exige novas conversas
A inteligência artificial apareceu como um dos temas mais atuais do evento. As discussões conduzidas por Jan-Emmanuel De Neve, professor da University of Oxford, referência em economia do bem-estar, e Michele Schneider, especialista em futuro do trabalho e inteligência artificial, autora de O Profissional do Futuro; também é professora da Singularity University e tem experiência profissional em empresas como Google, LinkedIn e TikTok, mostraram que a transformação tecnológica não envolve apenas novas ferramentas, mas também mudanças nos processos, nas estruturas e nas formas de trabalhar.
Ao mesmo tempo em que a IA pode ampliar capacidades humanas e otimizar atividades, ela também provoca inseguranças relacionadas à substituição de funções.
Por isso, comunicação clara, preparação e desenvolvimento de novas competências são fundamentais. A tecnologia pode fazer parte do trabalho de maneira mais colaborativa quando é utilizada para potencializar as capacidades das pessoas, e não apenas para substituí-las.
Saúde mental, desempenho e estratégia estão conectados
Ao longo dos dois dias, ficou cada vez mais evidente que saúde mental, produtividade e resultados não deveriam ser tratados como assuntos separados.
Uma fala de Shirley Acioly, profissional da área de Pessoas e Cultura, psicóloga, pós-graduada em Saúde Mental e doutora em Saúde Coletiva; fontes profissionais recentes a identificam como diretora de Pessoas e Cultura, resumiu essa percepção: “Estratégia, desempenho e saúde mental não são agendas separadas: são dimensões da mesma realidade”.
A frase sintetiza uma das principais reflexões que levei do Mind Summit. Cuidar das pessoas não deve ser visto apenas como uma ação isolada ou como uma iniciativa complementar. A forma como uma organização lidera, comunica, distribui responsabilidades e toma decisões influencia diretamente a experiência de quem trabalha nela.






Mais do Laboratório de Jornalismo HSM-Anhembi
O que ficou depois do evento
Participar da cobertura do Mind Summit 2026 foi uma oportunidade de observar o Jornalismo para além da produção de um texto. Foi também uma experiência de escuta, apuração e reflexão.
Durante as palestras, percebi que muitos dos temas discutidos não estão distantes da nossa rotina. Todos nós, em algum momento, precisamos lidar com pressão, expectativas, mudanças, conflitos, inseguranças e decisões sobre o futuro profissional.
Voltei do evento entendendo que falar sobre trabalho é também falar sobre pessoas. Sobre como elas são ouvidas, reconhecidas, orientadas e acolhidas. E, principalmente, sobre quais condições são criadas para que possam se desenvolver sem deixar a própria saúde em segundo plano.
Mais do que respostas prontas, o Mind Summit deixou uma pergunta: que tipo de ambiente queremos construir e que papel cada um de nós pode assumir nessa transformação?
Mais do Laboratório de Jornalismo HSM-Anhembi
Texto e fotos de Ana Luiza Olliveira (Jornalismo), do Laboratório de Jornalismo HSM-Anhembi e da AGCOM, Agência Experimental de Comunicação da AMO com supervisão da profa. Fernanda Iarossi.
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AMO ENGENHARIAS: Anhembi terá novo Centro de Alta Performance Motorsport, destinado ao automobilismo em parceria com a Fórmula Inter
Aperta os cintos!
A velocidade vai aumentar com os novos espaços para os estudantes e amantes de automobilismo.
Em breve, o campus Mooca da Universidade Anhembi Morumbi (AMO) ganhará um Centro de Alta Performance Motorsport, espaço destinado ao automobilismo com a parceria da Fórmula Inter e a Universidade, com o conceito de unir engenharia, tecnologia, simulação, preparação física e análise de dados em um único local.
Ele será dirigido pela Fórmula Inter e vai oferecer atividades com simuladores, treinamento físico e psicofísico, análise de dados, engenharia de pista e outros conteúdos relacionados ao automobilismo. A participação dos alunos será por meio de projetos de extensão e pesquisa.
Outra novidade, é que os cursos de pilotagem oferecidos pela Casa do Piloto terão condições especiais e desconto.
Na formação de um piloto, a engenharia é responsável pelo comportamento e preparação do veículo, enquanto a telemetria e a análise de dados ajudam a entender o que acontece em cada volta. A simulação auxilia no treinamento e na repetição de situações. Já a preparação física e psicofísica lida com concentração, reação, resistência e tomada de decisão.
Para a professora Kátia Gonçalves, coordenadora dos cursos de Engenharia, TI e Computação da AMO, o centro será um espaço de aprendizagem prática, aproximando o que os alunos observam em sala de aula da realidade do automobilismo e do mercado.
A partir de experiências como essas, o estudante passa a perceber como uma decisão técnica interfere no desempenho do carro, como os dados ajudam a entender esse comportamento e como diferentes profissionais trabalham juntos para chegar a um resultado. Segundo Kátia, a prática muda a forma como o aluno entende o conteúdo. Os conceitos de mecânica, materiais, dados, eletrônica e dinâmicas são realizados na sala de aula. Enquanto, no automobilismo, ele pode observar como tudo isso se conecta na prática.
“O mais importante é perceber que a engenharia não acontece de forma isolada. No automobilismo, o aluno pode notar como o conhecimento técnico vira decisão, resultado e prática”, destaca Kátia.
Vídeo: Arquivo pessoal Katia Gonçalves
Como ainda não há data oficial de abertura, siga acompanhando o site AMO Notícias e as redes sociais da AGCOM que trarão mais detalhes de acordo com a equipe organizadora e parceira da universidade.
Texto de Ana Clara Brito (Jornalismo) da AGCOM, Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da Profa. Fernanda Iarossi.
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AMO BEM-ESTAR: Karatê-Do, Yoga e Pranayama são pausas saudáveis semanais no campus Vila Olímpia
Às sextas-feiras, estudantes, colaboradores da Universidade Anhembi Morumbi (AMO) e a comunidade externa podem participar de atividades de karatê-do, yoga e pranayama no Subsolo -1 do Campus Vila Olímpia.
As práticas oferecem diferentes possibilidades de movimento, concentração, respiração e desenvolvimento pessoal, proporcionando uma pausa na rotina acadêmica e profissional.

FOTO/REPRODUÇÃO: Divulgação Anhembi Morumbi – DOJO SHIMAHARA – Campus Vila Olímpia. Sensei Roberto Trindade – 6º Dan de Karatê-Do
Karatê-do: disciplina, concentração e desenvolvimento pessoal
Traduzido como “o caminho das mãos vazias”, o karatê-do é uma das artes marciais mais praticadas no mundo. Sua origem remonta à ilha de Okinawa, no Japão.
O treinamento tradicional é dividido em três pilares fundamentais: Kihon, Kata e Kumite.
O Kihon, ou fundamentos, reúne os movimentos básicos da arte marcial, como socos, chutes, defesas e posturas. A repetição constante desses movimentos busca desenvolver precisão, força e coordenação.
Já o Kata consiste em sequências coreografadas que simulam lutas contra adversários imaginários. Cada sequência reúne princípios técnicos e estratégicos, funcionando como uma espécie de “biblioteca de combate”. A prática também trabalha concentração, respiração e controle mental.
O terceiro pilar é o Kumite, a prática de combate. Ele pode ser pré-combinado, com movimentos previamente definidos, ou livre, como no shiai kumite. Nessa etapa, o praticante aprende a aplicar fundamentos e estratégias em situações de combate, sempre com respeito e controle.
Entre os diferentes estilos da modalidade, o Karatê-Do Shotokan é um dos mais praticados no mundo. O estilo foi criado pelo mestre Gichin Funakoshi e desenvolvido também por seu filho, Yoshitaka. O nome “Shotokan” tem origem no pseudônimo “Shoto”, utilizado por Funakoshi para assinar seus poemas, associado a “kan”, que significa casa ou salão.
O Shotokan valoriza o desenvolvimento pessoal, a disciplina e o respeito por meio do conceito de do, que significa “caminho”. O responsável pela atividade, Sensei Roberto Trindade destaca sua experiência na modalidade: é 6º Dan de Karatê-Do.

FOTO/REPRODUÇÃO: Divulgação Anhembi Morumbi – DOJO SHIMAHARA – Campus Vila Olímpia.
Yoga: conexão entre corpo e mente
O yoga é uma prática milenar originada na Índia que busca integrar corpo, mente e espírito por meio de posturas físicas, técnicas de respiração e meditação.
A prática pode contribuir para o equilíbrio físico e mental, além de auxiliar no autoconhecimento e na qualidade de vida. Por sua característica adaptável, pode ser realizada em diferentes espaços e por pessoas com diferentes níveis de experiência.
Com orientação adequada, sessões periódicas de yoga podem ser incorporadas à rotina como um momento de pausa, atenção e conexão consigo mesmo.

FOTO/REPRODUÇÃO: Divulgação Anhembi Morumbi – DOJO SHIMAHARA – Campus Vila Olímpia.
Pranayama: atenção e consciência por meio da respiração
O pranayama é uma prática yogue relacionada ao controle e à expansão da energia vital por meio de exercícios conscientes de respiração.
A palavra tem origem no sânscrito: prana pode ser traduzido como “energia vital” ou “força de vida”, enquanto yama – ou ayama – está relacionado a “controle” ou “expansão”.
A prática utiliza a respiração de maneira consciente e pode integrar momentos de concentração e atenção durante as atividades.
INFORMAÇÕES GERAIS:
As aulas de Karatê-do, Yoga e Pranayama são realizadas às sextas-feiras, no subsolo do campus Vila Olímpia. YOGA: às 12h30 / PRANAYAMAS: às 13h30 / KARATÊ-DO: às 14h
Texto de Rafael Domingos (Produção Musical e Fonográfica) da AGCOM, a Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da Profa. Fernanda Iarossi.
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AMO MODA: Grupo de Arte Terapia promove oficinas de manualidade no Ateliê de Moda
Em meio ao avanço da tecnologia, muitas atividades que antes dependiam do trabalho manual passaram a ser automatizadas ou substituídas por ferramentas digitais. Nesse cenário, práticas como costura, bordado e artesanato ganham espaço como formas de estimular a criatividade, a concentração e o contato com o processo de criação.
É a partir dessa proposta que o Grupo de Arte Terapia, uma iniciativa envolvendo os cursos de Moda da Universidade Anhembi Morumbi (AMO), promove oficinas de manualidades no Ateliê de Moda do campus Vila Olímpia. A iniciativa oferece um espaço de criação e aprendizado, aproximando a comunidade universitária das práticas artísticas e manuais para alunos, colaboradores e público externo.
O projeto é conduzido pela professora Claudia Martins (Cacau) e as primeiras edições foram com a arte do crochê.
Além do aprendizado de novas habilidades, o contato com atividades manuais pode representar uma pausa em meio à rotina predominantemente digital. No ambiente universitário, as oficinas também possibilitam a interação entre pessoas de diferentes cursos e áreas, estimulando a troca de experiências por meio da arte.
Com a proposta de aproximar as pessoas do fazer manual em meio a uma rotina cada vez mais tecnológica, o Grupo de Arte Terapia reforça a importância da arte como ferramenta de criação, aprendizado e convivência no ambiente universitário.
Grupo de Arte Terapia — Oficinas de Manualidades
Divulgação das oficinas no instagram.com/moda_uam
Local: Ateliê de Moda, Rua Casa do Ator, 294 – Vila Olímpia, São Paulo – SP.
Público: Estudantes, colaboradores e público em geral.
Participação: Gratuita.
Texto de Maria Fernanda Domingos (Jornalismo) da AGCOM, a Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da Profa. Fernanda Iarossi.
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