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AMO CAERI: 2ª edição da Semana de Relações Internacionais destaca a temática Sul Global
O Centro Acadêmico de Relações Internacionais (CAERI) promove a segunda edição da Semana de Relações Internacionais, com palestras e atividades sobre política, economia, cultura e temas globais de 26 a 30 de outubro de 2026 na Universidade Anhembi Morumbi (AMO) na Mooca, Paulista e Vila Olímpia.
Com o tema “Sul Global em foco: mais do que um lugar no mapa, uma perspectiva sobre o mundo” , o evento pretende ampliar o debate sobre política internacional e aproximar os estudantes de diferentes temas, perspectivas e especialistas. A semana também busca conectar os conteúdos estudados em sala de aula aos acontecimentos mundiais, incentivando uma formação mais crítica.
Leonardo Paiva, presidente do CAERI, explica que a programação foi pensada para abordar questões e regiões que nem sempre recebem a mesma atenção nos debates tradicionais. “Teremos discussões sobre os conflitos no continente africano e a forma como são retratados pela mídia, a integração latino-americana, as disputas hegemônicas, a política energética no Oriente Médio e a atuação de atores subnacionais na diplomacia. Também discutiremos as relações entre mudanças climáticas e política internacional. Ao reunir esses assuntos, buscamos ampliar o repertório dos estudantes e mostrar que as Relações Internacionais são construídas por múltiplos atores e experiências, e não apenas pelas grandes potências”, detalha Leonardo.
A importância da temática desta edição é para refleti “Escolhemos esse tema porque entendemos que o Sul Global não deve ser compreendido apenas como uma localização geográfica, mas também como uma perspectiva a partir da qual podemos analisar as relações de poder, as desigualdades históricas e as disputas que estruturam a ordem internacional” , complementa.
Como participar
A participação é gratuita, mas é necessário retirar o ingresso pelo Sympla (vagas limitadas).
Confira os temas das palestras, link para inscrição e convidados no perfil do centro acadêmico em instagram.com/caeriamo/
Campus Paulista – 1° Dia da Semana de RI CAERI – 26/10
Programação:19h – 20h | Palestra 1 – A Ordem em Transição: as disputas hegemônicas do Sul Global
20h20 – 21h30| Palestra 2 – Oriente Médio e EUA: disputa energética e a agenda de segurança
Campus Mooca – 2° Dia da Semana de RI CAERI – 27/10
19h – 20h | Palestra 1 – Paradiplomacia no Estado de São Paulo: o papel dos atores subnacionais na diplomacia (Secretaria Municipal das Relações Internacionais)
20h20 – 21h30| Palestra 2 – Paradiplomacia no Estado de São Paulo: o papel dos atores subnacionais na diplomacia (Casa Civil de São Paulo)
Campus Vila Olímpia – 3° Dia da Semana de RI CAERI – 28/10
19h I Palestra – A Construção da Exceção Africana: mídia, essencialismos e as raízes estruturais dos conflitos em África
Campus Mooca – 4° Dia da Semana de RI CAERI – 29/10
19h – 20h | Palestra 1 – Eleições, comunicação e cultura política na América Latina: o caso brasileiro
20h20 – 21h30| Palestra 2 – El Niño: mudança do clima e a política internacional na era da polarização
Campus Paulista – 5º Dia da Semana de RI CAERI – 30/10
19h – 22h | CINEDEBATE – Filme Capitão Philips e mini debate sobre pirataria na Somália.
Programação informada pela organização. Modificações podem ocorrer e serão informadas nos dias do evento e no perfil do centro acadêmico.
2ª Semana de Relações Internacionais – “Sul Global em foco: mais do que um lugar no mapa, uma perspectiva sobre o mundo“
26 a 30 de outubro de 2026 – período noturno.
3 campi da AMO – Mooca, Paulista e Vila Olímpia.
Vale horas complementares mediante inscrições no link acima.
Inscrições via instagram.com/caeriamo/ (link na bio).
Texto de Renata Ferrão (Jornalismo) da AGCOM, a Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da Profa. Fernanda Iarossi. Arte: @caeriamo.
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AMO ARTE: Confira a programação do Encontro Científico de Dança e Teatro 2026
Investigações, experiências e práticas que atravessam os campos da dança e do teatro serão apresentadas em mais um Encontro Científico de Dança e Teatro na Universidade Anhembi Morumbi (AMO) nos dias 27, 28 e 29 de outubro de 2026 no campus Mooca.
Estudantes, pesquisadores, artistas e docentes compartilham vivências e pesquisas envolvendo cultura popular, improvisação, dramaturgia, teatro de rua, criação artística, para além da sala de aula.
O Encontro, que faz parte da formação dos estudantes dos cursos de Dança e Teatro da AMO discutindo a potência da arte como produção de conhecimento, tem a programação divulgada no instagram.com/amo.dancateatro.
Encontro Científico de Dança e Teatro 2026
📍 Universidade Anhembi Morumbi
- Mooca.
🗓️ 27, 28 e 29 de outubro de 2026
Mais informações instagram.com/amo.dancateatro
Curadoria AGCOM, a Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da Profa. Fernanda Iarossi.
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AMO COMUNICAÇÃO: Comunicarte 2026 anuncia programação online e presencial
Oficinas, palestras e bate-papo sobre Jornalismo Esportivo, Conteúdo para Redes Sociais, Cultura Pop, Internet, Fotografia com Celular, Rádio na Era Digital, Cultura Gamer, Criatividade, Estratégias de Marketing, Marcas de Luxo, UFC, Creator Economy são alguns dos temas que vão movimentar a COMUNICARTE 2026 – Semana Nacional de Comunicação & Artes, que envolve todas as universidades do Ecossistema Ânima no Brasil.

De 03 a 06 de novembro de 2026, com o tema SINAIS DO FUTURO – Vozes, culturas e movimentos que estão reinventando o amanhã, há programação nacional (remota) e local (em todos os campi da Universidade Anhembi Morumbi) com dinâmicas que complementam na formação dos estudantes de Jornalismo, Rádio, TV e Internet, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Cinema e Audiovisual, trazendo o cenário de transformações tecnológicas, culturais e sociais, linguagens, tendências e movimentos que estão transformando a comunicação, as artes e a sociedade.
Durante a COMUNICARTE 2026, os estudantes podem escolher, de acordo com a programação local, o campus que pretende acompanhar a semana (não necessariamente precisa participar somente onde está matriculado) – é preciso a inscrição via Sympla para garantir a vaga e receber certificado de participação.
COMUNICARTE 2026 – Semana Nacional de Comunicação & Artes
03 e 05/11: atividades locais – na Paulista, Mooca e Vila Olímpia da AMO (inscrições e programação via Sympla)
04 e 06/11: atividades nacionais – programação no instagram.com/comunicarte.a e inscrições via Sympla para garantir certificado de participação.
Curadoria AGCOM, a Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da Profa. Fernanda Iarossi.
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AMO TEATRO: Estudantes da Anhembi Morumbi levam releitura de Gil Vicente ao metrô de São Paulo
O metrô de São Paulo, marcado pelo movimento constante de passageiros, embarques e desembarques, tornou-se cenário de uma releitura de Auto da Barca do Inferno, do dramaturgo português Gil Vicente. O projeto “Próxima Parada: Travessia Corpos entre Partidas e Destino”, desenvolvido por estudantes de Teatro e Dança da Universidade Anhembi Morumbi (AMO) para a Unidade Curricular História da Arte Cênica, transforma uma viagem cotidiana em uma metáfora para as escolhas e os caminhos da vida.
A produção reúne elementos de teatro, dança e audiovisual. Na adaptação, o metrô assume o papel simbólico das barcas do Céu e do Inferno, enquanto personagens representam forças opostas que atravessam a jornada humana. A proposta aproxima uma obra clássica do cotidiano paulistano e convida o público a refletir sobre os caminhos percorridos ao longo da vida.
Uma obra clássica em um cenário contemporâneo
Considerado um dos principais nomes da dramaturgia portuguesa, Gil Vicente produziu obras que abordam comportamentos humanos, questões morais e relações sociais. Em Auto da Barca do Inferno, apresentado pela primeira vez em 1517, personagens de diferentes posições sociais chegam a um cais após a morte e são confrontados com o destino de suas almas.
A ideia de adaptar a obra surgiu durante uma atividade acadêmica em que os estudantes conheceram diferentes peças históricas. Segundo o grupo, a presença de integrantes de Teatro e Dança na mesma equipe motivou a busca por uma proposta que integrasse as duas linguagens artísticas.
Para justificar a escolha do cenário, os estudantes recorreram ao conceito de não-lugar, associado ao antropólogo Marc Augé e relacionado aos espaços de passagem e circulação. Nessa interpretação, o metrô representa as embarcações presentes na obra de Gil Vicente, transformando o deslocamento cotidiano em uma reflexão sobre escolhas e destinos.
O processo criativo foi desenvolvido coletivamente, desde a elaboração do roteiro até a construção das personagens, dos figurinos e da maquiagem. Embora inspirados no texto original, os personagens foram reinterpretados para se aproximarem de um contexto contemporâneo.
Uma das decisões mais marcantes foi não realizar ensaios antes das gravações. Mesmo com um roteiro definido, o grupo preferiu incorporar a espontaneidade e o improviso à produção.

Entre câmeras, passageiros e imprevistos
Gravar em um ambiente público trouxe desafios para os estudantes, principalmente devido à movimentação de passageiros e à necessidade de adaptar as cenas aos imprevistos. Responsável pela direção de filmagem, a estudante Ágatha Pires da Silva explica que o planejamento precisou caminhar junto com a espontaneidade. “Gravar no metrô é sempre um desafio, especialmente com a câmera, por conta da alta movimentação, tanto das pessoas, quanto do metrô em si. Tudo tem que ser bem planejado, mas ao mesmo tempo temos que contar com o imprevisto”, relata.
Entre as situações enfrentadas estavam passageiros passando diante da câmera, portas dos vagões fechando durante as cenas e preocupações relacionadas à segurança e à possibilidade de interrupção das filmagens.
Segundo o grupo, os imprevistos foram incorporados ao processo, em uma experiência próxima à espontaneidade do teatro de rua. Durante uma gravação, os estudantes chegaram a encontrar inesperadamente uma colega de classe, situação que se tornou uma lembrança divertida dos bastidores.

Da teoria à criação artística
Ipojucan Pereira, professor responsável pelo acompanhamento teórico do projeto, explica que o estudo de obras clássicas permite compreender a evolução da dramaturgia e as relações entre o teatro e a sociedade. Segundo ele, conhecer essas produções também ajuda os estudantes a relacionar o contexto histórico às possibilidades de criação artística contemporânea. “A ideia de um seminário, abrir espaço para a criação, é também a oportunidade de transformar essa matéria teórica em material de criação”, conta o docente.
Ipojucan diz que a proposta dos seminários práticos busca aproximar os conteúdos teóricos das experiências de atuação e criação artística. A atividade ofereceu aos estudantes a oportunidade de desenvolver interpretações próprias a partir das obras estudadas.
A liberdade criativa foi outro aspecto valorizado pelo professor. “Era muito importante dar essa liberdade para os alunos, para eles trazerem a visão deles sobre esses temas”, destaca Ipojucan, ao explicar que a autonomia permite aos estudantes relacionar temas presentes nas obras clássicas às próprias experiências e referências culturais.
Na avaliação do docente, essas produções continuam relevantes porque abordam questões humanas que atravessam diferentes épocas, como o amor e a morte. Por isso, podem ganhar novas interpretações e dialogar com públicos contemporâneos.
O professor também considera significativa a combinação de linguagens utilizada pelos estudantes, especialmente o encontro entre dança, teatro e audiovisual. Para ele, o uso desses recursos amplia as possibilidades de interpretação de uma obra histórica e enriquece o processo de criação.

Experiências e aprendizados do elenco
Além dos desafios técnicos, a produção proporcionou aos estudantes novas experiências de interpretação e trabalho coletivo.
Para Geovanna Império Baumann, um dos principais aprendizados foi atuar sem diálogos, utilizando expressões faciais para transmitir as emoções e a trajetória de sua personagem em poucos minutos. Ela também destacou a sintonia entre os integrantes durante a criação e as gravações.
Thales Samuel Fabiano de Alcantara teve a oportunidade de interpretar um personagem com características de vilão, experiência que ainda não havia vivenciado. Segundo ele, atuar dessa maneira diante de pessoas desconhecidas tornou o processo divertido e desafiador.
Já Isabela Duarte Fagundes Silva ressaltou o exercício de improvisar a partir das condições do ambiente e de encontrar soluções criativas para os problemas que surgiram durante a produção. Para ela, a experiência também contribuiu para o aprendizado sobre o trabalho em grupo.
Ágatha, por sua vez, destacou a importância de ouvir diferentes opiniões durante a criação coletiva. A estudante também pôde desenvolver habilidades técnicas relacionadas à edição de vídeo e ao uso do gimbal, equipamento utilizado para estabilizar imagens durante as gravações.
A música Roda Viva, de Chico Buarque, também serviu como referência musical e conceitual. Segundo o grupo, a canção dialoga com a ideia de forças que movimentam a vida e influenciam o destino dos personagens, muitas vezes sem que eles tenham controle sobre os acontecimentos.
Para os estudantes, a proposta não é apresentar uma interpretação única sobre a vida e o destino, mas permitir que cada espectador encontre seus próprios significados. Os estudantes envolvidos no projeto dizem que a mensagem principal é sobre como a vida não é sobre para onde vamos no final dela, mas as histórias que fazemos e os caminhos que traçamos na jornada.
Ao transportar uma obra do século XVI para o metrô paulistano, “Próxima Parada: Travessia” aproxima diferentes épocas e linguagens artísticas, mostrando como os clássicos podem inspirar novas reflexões sobre a experiência humana.

Ficha técnica
Projeto: Próxima Parada: Travessia Corpos entre Partidas e Destino (confira teaser aqui)
Elenco: Ágatha Pires da Silva, Geovanna Império Baumann, Thales Samuel Fabiano de Alcantara, Isabela Duarte Fagundes Silva e Ana Carolina Garcia.
Direção criativa: Ágatha Pires da Silva, Geovanna Império Baumann, Thales Samuel Fabiano de Alcantara e Isabela Duarte Fagundes Silva.
Direção de filmagem: Ágatha Pires da Silva.
Assistência de filmagem: Karen Fujita.
Acompanhamento teórico: Prof. Robson Lourenço e Prof. Ipojucan Pereira.
Obra de referência: Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.
Referência musical e conceitual: Roda Viva, de Chico Buarque.
Unidade Curricular: História da Arte Cênica – Universidade Anhembi Morumbi.
Texto de Ana Luiza Oliveira (Jornalismo), da AGCOM, a Agência Experimental de Comunicação da AMO, com supervisão da Profa. Fernanda Iarossi. Fotos: Ágatha Pires da Silva.
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